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Aprosoja diz que projeto que taxa commodities é “ridículo”

Medida cria o Imposto sobre a exportação; Cadore diz que matéria desestimula a produção no País

Aprosoja diz que projeto que taxa commodities é “ridículo”
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Presidente da Aprosoja Mato Grosso, o produtor rural Fernando Cadore fez duras críticas ao projeto de Lei que tramita na Câmara Federal que cria um imposto sobre a exportação, que incidirá em commodities como soja, milho e carnes.

A matéria foi apresentada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) em 2021 e está em análise nas comissões da Casa.

Para Cadore, o projeto é “desinteligente”, “ridículo” e um “contrassenso” com os produtores rurais brasileiros. 

“A gente vê com preocupação esse movimento e a razão é simples: em um Pais que se produz mais do que consome não tem sentido tributar a exportação. Nós entendemos que se o consumo interno fosse igual, ou superior a produção, aí sim se justificaria”.

“Agora, chega a ser um contrassenso, uma desinteligência, ridículo, falar em tributar exportação em um país onde se tem um excedente de produção”, emendou.

Cadore dá como exemplo a produção do milho em Mato Grosso, que é estimado colher entre 35 e 40 milhões de tonelada este ano. Ocorre que, o consumo no País, não passa de 10 milhões de toneladas. 

“Nós consumimos apenas 25% da produção. Com certeza desestimularia a produção, uma vez que não teria o que fazer com o produto. É uma desinteligência, chega a ter tom de brincadeira”, afirmou.

Os defensores do projeto apontam uma “abusividade” de volumes de alimentos exportados ao mesmo tempo em que há volatilidade de preços e insuficiência de alimentos no abastecimento doméstico.

Cadore apontou que não falta produto no mercado interno, e sim uma queda no poder de compra do brasileiro. 

“O mercado é formado pelos preços internacionais. São commodities. Então, essa variação com tributação ou não, vai acontecer da mesma forma regido pelos mercado internacional. A gente volta a usar o argumento: jamais faltou produto no mercado interno, uma vez que o mercado consome menos do que se produz”, disse.

“O que tem aumentado é a deficiência no poder de compra do cidadão, de maneira geral, é o aumento dos custos. Recentemente, tivemos a questão do monopólio dos fertilizantes que aumentaram 400 vezes sem justificativa”, emendou.

Ele contou que em um passado recente, outro projeto de lei parecido foi apresentado na Câmara, mas as associações apresentaram dados quanto a inviabilidade da matéria, que foi retirada do Pasta.

“A Aprosoja como entidade tem levado os números aos deputados. O que a gente precisa é de uma política pública que estimule o armazenamento dos produtos", disse.

"Nós precisamos que Mato Grosso e o País tenha capacidade de armazenamento. Esse é um dos trabalhos da Aprosoja”, completou.

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FONTE/CRÉDITOS: Mídia News
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